Powered By Blogger

Total de visualizações de página

sábado, 4 de agosto de 2012

A MPB de verdade está viva!

Ontem dia 3 de agosto, fui ao show do maravilhoso compositor e cantor Milton Nascimento em São Paulo. 
Adoro as sextas-feiras, acho um dia da semana perfeito para fazer qualquer programa, seja bebericar com os amigos ou ir ao teatro, mas especialmente ontem fui curtir a beleza quase surreal das composições de Bituca que comemorava 50 anos de carreira, um verdadeiro espetáculo de voz e qualidade musical, algo pouco visto na mídia nos últimos anos.
O show patrocinado pela Natura, foi no HSBC Brasil, antigo Tom Brasil, que tem um acústica fantástica, o que fez salientar ainda mais a mágica e doce voz de Milton, próximos de seus 70 anos que serão completados em 26 de outubro. Bituca entrou ao palco ao som de muitos ''eu te amo'', onde interagia com a platéia devolvendo os elogios, recebeu o amigo e também grande compositor Lô Borges e a afinadíssima Sandy, em um evento carregado de emoções que contagiou a platéia que incansavelmente o aplaudia. Em perfeita sintonia com os músicos de sua banda Milton explorava cada nota de suas composições com força e sensibilidade, resgatando a memória do público brasileiro, cantou clássicos como Clube da esquina, Para Lennon e Mcartney e levantou a platéia com Maria Maria. Um dos momentos mais marcantes do show foi quando ele sentou-se e falou de uma música que fez para um amigo, Canção da América, a qual ele nunca deixa de cantar em suas apresentações, e ao contrário do que faz, pediu para que a platéia cantasse para ele. Acompanhadas pela banda as pessoas envolvidas na magia de Bituca assim o fizeram, e enquanto cantavam, ele as ouvia quase que inerte, sensibilizado pela resposta e carinho de seu fiel público. 
Olhando do alto, a casa de shows HSBC Brasil completamente lotada com um público visivelmente em sincronia com o espetáculo, fiquei a me perguntar porque artistas como ele não aparecem com frequência na mídia, porque no Brasil se faz tanta questão de divulgar só o que não agrega nada, o quem não tem cultura, o que não emociona, o que não tem clareza de ideias, o que não faz pensar. Na indisfarçável busca por audiência, a mídia deixa que verdadeiros ícones da música caiam quase no esquecimento, mas em um show de músicos de qualidade fica evidente que a nossa MPB de verdade ainda está viva, e muito viva, pois a cultura do nosso país, aquela quase já esquecida permanece intacta nos ouvidos de quem ainda consegue sobreviver á imposta cultura de massa!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cultura de massa


Eu assisto pouco a televisão, aliás muito pouco. Acredito que depois da internet muita gente abandonou o hábito de ligar a televisão assim que chega em casa, agora a primeira coisa que você liga ao chegar em casa é o  computador, para ver mensagens, e-mails, notícias, isso se você não tiver um desses super modernos Smartphones, Iphones, esses dos quais você fica conectado o dia todo e tem acesso a qualquer tipo de informação.
Já fazia algum tempo que não assistia ao Fantástico (programa dominical da rede globo), sempre o troquei por algum filme ou esporte em outra emissora, mas domingo passado ao sentar-me em frente do televisor, fiquei com preguiça de pegar o controle remoto que estava longe e fiquei assistindo de forma estarrecedora o programa que até tinha matérias relevantes mas em sua grande maioria notícias de pouca importância e de assuntos repetidos demais ao longo da semana que havia passado. Do meu sofá assisti as bizarras reportagens a respeito das fotos da atriz Carolina Dieckmann que foram compartilhadas em rede, o ''grande sucesso'' de Alexandre Pires a respeito da tal dança do Kong que causou repúdio de algumas entidades que acharam que era uma piada racista, e o caso da menina que é vítima de ''deboche'' pelo amor extremado ao cantor Luan Santana.


Acabei me dando conta do porque perdi o interesse pela televisão, a cultura de massa está entranhada no Brasil e principalmente nas emissoras de televisão que querem sim manter o povo longe das informações que realmente interessam, algum tipo de alienação antológica. Vejo nas redes sociais que ninguém quer saber das fotos de Carolina Dieckmann nua, já que ela não será a primeira nem a última, e ainda sim os comentários, os noticiários nos deixaram fartos com esse assunto. Queremos ver mesmo é os pedófilos atrás das grades, aqueles que vendem fotos de crianças inocentes, que são usadas como trampolim para exploração sexual infantil, isso sim é importante, é a foto desses marginais que queremos ver estampadas nos noticiários. Eu não quero saber quem gosta ou não gosta do Luan Santana, e muito menos quem briga por ele.


Eu quero ouvir música de compositores dos quais não se fala mais, que usam palavras difíceis, que nos ensinam algo e fazem a massa cinzenta pensar. Não quero que falem a respeito de racismo como algo que é discutido por causa de uma bobagem, pegando na verdade um gancho importante para divulgar um jabá (jabá é um tipo de divulgação barata para culturas de massas) claro e objetivo de Alexandre Pires com sua música sem criatividade e pobre em letra, já que ele estava apagado já fazia algum tempo. Quero ver reportagens referente ao racismo e também ao preconceito, mas com assuntos que chamem a atenção da população para algo sério. O premiado filme ''Rio'' um desenho para crianças por exemplo, há uma clara alusão aos ladrões brasileiros na orla de Copacabana representados por macacos, e quem reclamou disso?? Ou quem não entendeu???
No Brasil atualmente existem tantas notícias para os brasileiros ficarem informados, como a nova lei de acesso a informação, que é extremamente importante e que obrigará os órgãos públicos a prestarem informações a qualquer cidadão interessado,estabelece também que as entidades públicas divulguem na internet, em linguagem clara e de fácil acesso, dados sobre a administração pública. Isso sim deveria ter uma matéria de pelo menos meia hora no Fantástico com explicações de especialistas e jornalistas. O Brasil não é mais um país de semi-analfabetos que gosta de tudo que é lixo que a mídia insistentemente empurra-nos sem piedade, a cultura do povo  mudou, os brasileiros hoje querem muito mais do que dançar lambada e assistir a pornochanchadas, queremos informação, queremos o direito de saber o que ocorre no mundo sem a interferência do seu conglomerado de redes que ainda tenta fazer da população marionetes que não tem cérebro e assim manipulam uma sociedade inteira. 


Ps: Existem informações muito mais interessantes como essa:
Acesse o link  http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/05/denuncias-de-abuso-e-exploracao-de-menores-quase-triplicam-em-2011.html



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sobre o Facebook


Desde que inventaram as redes sociais, parece que a profissão de psicólogo foi extinta, os usuários dessas redes acostumaram-se a desabafar e escreverem desde declarações de amor, pedidos de casamentos á brigas. Tem aqueles que ainda fazem orações via facebook, uma coisa que em minha opinião é particular, mas cada um na sua. O Facebook hoje é a maior arma de comunicação mundial, se você quiser notoriedade poste nele algo que chame a atenção e em minutos sua mensagem é levada a milhões de usuários no mundo todo.  Eu percebo que muitos ''tímidos''amigos que tenho, ficaram mais soltos ao se comunicarem via redes sociais, opinam, comentam, bisbilhotam, se divertem e namoram. E o que os deixa a vontade é justamente o fato de não estarem frente a frente com o interlocutor. É impressionante a arma social que se tornou esse instrumento, ás vezes fico assustada com a repercussão causada por algumas frases ou mesmo um simples desabafo. Outro dia li em uma revista que escritores consagrados estão sendo recordados pelas pessoas nas redes, o que é magnífico, pois o grau de alcance é extraordinário, o que causa uma amplitude de conhecimento entre os mais jovens que não tiveram a oportunidade de acompanharem o trabalho de tais poetas, pensadores, escritores na época em que eram vivos.
Assisto muitas vezes chocada a atitude de algumas pessoas que postam pequenas atividades de seu currículo rotineiro assim como tomar banho ou falar ao telefone. Dessa maneira não existem mais seres sozinhos, pois mesmo aqueles que sentiam-se só encontraram companhia para qualquer horário. E isso passou a ser a diversão numero um do brasileiro, o que seja que façam logo estará no facebook. Muitas vezes perdemos a noção do alcance que isso tem e acabamos ultrapassando o limite que existe de exposição na web. Há coisas que devem ser resolvidas offline, fora do computador, ou seja, dentro das quatro paredes e não em via pública, porque o facebook é isso mesmo, uma via de exposição pública, que dependendo do que você quer que saibam sobre a sua vida podem ou não causar um tremendo estrago.
Eu costumo cuidar o que posto, mas confesso que já desabafei a mágoa  referente a uma pessoa da qual gostava muito, porque estamos usando o facebook muitas vezes como se estivéssemos diante de um psicólogo, quando postamos o que é bonito, o que é feio, o que gostamos e o que não, o que nos faz mal ou bem, o que nos deixa feliz ou o que nos deixa triste, o quem nos agrada e o quem nos desagrada e depois de postar nos sentimos leves para continuar nossa vida virtual que muitas vezes via facebook se torna maravilhosa, sem erros, só com acertos já que se errar é só excluir ou deletar.

sábado, 10 de março de 2012

Verdades, vaidades, mentiras e um pouco de má vontade.


Ontem na madrugada assisti ao premiadíssimo filme '' Em nome do pai'' um filme irlandês e inglês de 1993, baseado no livro autobiográfico ''Proved Innocent'' de Gerry Conlon. A história se passa na década de 70 durante os ataques do IRA (Exército Republicano Irlandês, um dos mais ativos grupos de terrorismo do século XX, sua atuação ficou marcada pela formação de grupos paramilitares que arquitetavam contra seu maior alvo: a Inglaterra. A oposição a nação inglesa era prioritariamente motivada pelo interesse de tornar a Irlanda do Norte uma região politicamente independente da Inglaterra.) em Londres e onde um jovem rebelde irlandês e três amigos são acusados, condenados e presos por crimes que nunca cometeram . Giuseppe Conlon, pai de Gerry, na tentativa frustada de tentar defender o filho também acaba condenado, e é exatamente quando decide pedir ajuda á advogada Gareth Peirce, que passa a investigar as irregularidades do caso.
Esse filme mostra claramente quando um grupo de pessoas com algum poder na ocasião decide quem pagará o preço mais alto por um ato que embora seja proveniente de determinada situação e que desvaloriza a importância de tal clã, seja pago por alguém que supostamente é inocente, mas que será julgado e condenado por não ter a prova que o inocentará, e mesmo que a tenha será invalidada perante interesses escusos de manter as aparências do mesmo. Na sociedade moderna assistimos a esse plágio todos os dias quando cruzamos os braços ao percebermos que algumas pessoas são julgadas apenas pela aparência, ou pela condição que sustentam sem saber. Necessariamente o individuo não precisa ser preso para se condenado, mas sim julgado...o julgamento em si já deixa amplamente dito que a pessoa não merece nenhum um tipo de defesa. No filme com medo de a população saber que a policia inglesa não tinha a menor possibilidade de evitar ao terrorismo, eles decidem condenar pessoas inocentes como culpadas para que a opinião pública não os rotulasse de incompetentes. Na vida real não é nada diferente, a justiça brasileira por exemplo demonstra a todo momento que está falida, e que o código civil precisa ser revisado e atualizado imediatamente. O Congresso Nacional não vota leis importantes para a população e muito menos para o país. Assistindo aos noticiários me assusto quando algum inocente só consegue rever um caso, ou só consegue justiça quando a mesma vai parar nos meios de comunicação, onde em sua maioria também só trabalham em causa própria. Me preocupo em quando a população tomará consciência de que o voto é a única arma que temos contra essa má vontade e corrupção dos políticos e que para isso precisamos estar atualizados e informados para que no Brasil as obras deixem de ser superfaturadas, para que o dinheiro chegue aos hospitais, as escolas, a segurança, enfim ao contribuinte que tanto trabalha para pagar impostos. Há quem pense que quem decide tudo é a presidente, se fosse assim não precisaríamos de tanta gente dentro do Congresso. No caso do filme que citei, a população julgou aqueles homens culpados porque a polícia inglesa manipulava os fatos em acordo com o governo para que não soubessem que não podiam conter o terrorismo. Assustadoramente vemos todos os dias políticos manipulando fatos e fazendo campanha capciosamente sem ter projetos significantes para a sociedade, usam armadilhas como times de futebol, fazendo deles pontes para ganhar eleições. Este ano teremos eleições para prefeitos no Brasil, fique de olhos bem abertos, serão quatro longos anos e logo ocorrerá a Copa do Mundo de 2014, em que choverá dinheiro no Brasil e precisamos saber onde será investido, já que terá custado uma fortuna aos cofres públicos esse gigantesco evento de alcance mundial. O Brasil ocupa hoje o 6º lugar como potência econômica no mundo,e por isso precisamos de gestores competentes em nossas cidades para fazer essa realidade chegar até nós, não queremos só ter estádios bonitos para a copa e sim também ter estradas, transporte, saúde, educação e principalmente gente honesta trabalhando para a população. Precisamos mudar o slogan do nosso país, de ''Brasil, o pais do jeitinho'' para ''Brasil, o país da vitória contra a corrupção''. Eu quero um dia ter orgulho em falar do meu país sem ter que esconder as vergonhas que por aqui assombram os brasileiros, mas principalmente quero uma Copa do Mundo que não nos envergonhe.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Personalidade, eis a questão...ter ou não ter



Eu sempre gostei de pessoas com personalidade, porque elas geralmente carregam atributos que as diferem dos demais, as opiniões são sempre marcantes e as atitudes tem originalidade o que é uma forte característica. No entanto, analisando com um olhar crítico e amplo percebo que muitas pessoas não tem ''personalidade'' ou pelo menos não individual. Outro dia em uma reunião que fiz em minha casa, meus amigos ficaram chocados com o fato de eu não conhecer um cantor americano com ascendência cubana que está fazendo o maior sucesso, eles diziam: - Nossa Karlinha, como você não conhece, todo mundo sabe quem é, nas casas noturnas mais badaladas é só o que toca, é o maior sucesso! - Mas eu não sabia quem era até aquele dia, e confesso que não me atraiu em nada a música do tal de muito sucesso, inclusive achei bem repetitivo, mas é claro que eu não vou aos lugares mais badalados e muito menos escuto rádio que toquem esses tipos de músicas, geralmente procuro o que eu gosto e o que reflete a postura e personalidade que tenho, e posso afirmar com toda certeza que não é qualquer coisa que chama a minha atenção. Portanto posso me considerar uma pessoa de ''personalidade'', então vamos a definição da palavra:


''Personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa''


Sabendo do que se trata, se olhar em sua volta, se dará conta que poucas pessoas carregam tais características para se dizerem com personalidade. Ser incomum não é uma coisa anormal, não precisamos gostar das mesmas coisas e fazer as mesmas coisas para sermos aceitos em um círculo, acho de suma importância não pensar da mesma forma que outras pessoas, e mais ainda de agir, é justamente nas diferenças que crescemos, que aprendemos, que ampliamos nossa visão e ganhamos conhecimento. Ou por acaso você conhece algo que foi criado por alguém que estavam todos de acordo, alguém que todos apoiavam, eu não conheço. A personalidade é quem fez essas pessoas irem em busca do que acreditavam e provar o que diziam vejamos alguns deles: 


Isaac Newton -  O descobrir da lei da gravidade e das três leis de Newton que fundamentaram a mecânica clássica. Em uma pesquisa promovida pela Royal Society, Newton foi considerado o cientista que causou o maior impacto na história da ciência. De personalidade sóbria, fechada e solitária.


Leonardo da Vinci - Uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Ao longo da vida de Leonardo seu ''extraordinário poder de inventividade, sua espetacular beleza física, graça infinita, grande força e generosidade, espirito régio e tremendo alcance mental'', como foram descritos por Vazari, atraíram a curiosidade daqueles que o cercavam. Diversos autores especularam sobre os vários aspectos da personalidade de Leonardo, um deles a sua adoção de éticas e práticas pessoais, que podem ser ocasionadas de sua crescente admiração pela natureza e suas criaturas como pode ser exemplificado por seu vegetarianismo e o hábito descrito também por Vazari, de comprar pássaros engaiolados e libertá-los.

Luis Inácio Lula da Silva - Lula como é popularmente conhecido ganhou esta alcunha nos tempos em que era representante sindical. É co-fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), no qual precisou lidar por anos com radicais que foram contra sua mudança de estratégia econômica após três derrotas em eleições presidenciais. Em 1990, foi um dos fundadores e organizadores, junto com Fidel Castro, do Foro de São Paulo, que congrega parte dos movimentos políticos de esquerda da América Latina e do Caribe
Lula se tornou presidente do maior país da América do sul, por sua personalidade forte e garra.


Esses são apenas alguns exemplos de pessoas que mudaram conceitos por terem ''personalidade'', geralmente são pessoas que não concordam com tudo e não são manipuláveis. Eis a questão de se ter personalidade, quem a tem não se deixa influenciar, não é comum, não é igual aos outros, é único. Eu gosto de ser única, eu amo ter opinião sempre.
Nesse mesmo encontro com amigos que citei acima, eu disse que diferente de algumas pessoas, eu não me envergonho de dizer que amo, eu ouço música de dor de cotovelo, eu gosto de músicas que ninguém ouve, eu falo o que penso, eu não gosto de atritos, de inveja, de comentários maldosos e quando eu tenho um problema com alguém eu mesma resolvo. Mas eu sou diferente e gosto disso. Eu não faço o que não tenho vontade só para agradar os outros, eu procuro não ser indelicada, mas se preciso for o serei. E eu não quero que ninguém seja igual a mim, porque gosto dos meus amigos com personalidade, adoro me reunir com eles e  falar sobre diversos assuntos e temas mesmo não compartilhando da mesma opinião, gosto de expor minhas ideias, meus pensamentos, minhas crenças e vejo que eles também, aprendemos muito uns com os outros, porque acredito que é exatamente assim que a humanidade caminha para a evolução mais importante, a psicológica, de saber conviver com as diferenças e com as personalidades únicas. E um VIVA aos que as tem!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Escolhas





A vida é incrível, não sabemos nada quando chegamos ao mundo...nascemos, crescemos, alguns têm pessoas que os amam, outros nem tanto e outros nem sequer os tem, e para tudo existe uma explicação seja lá como venha. Os mais velhos costumam dizer que é escolha divina, os mais esotéricos dizem que é destino, e aqueles que não são adeptos de nenhuma religião costumam dizer que são escolhas.
Bem, eu acredito em escolhas...a vida é algo complexo de se entender. Tudo que compramos vem com manual, e geralmente esses manuais nos ensinam usar de maneira esclarecida aquilo que consumimos, o que nos dá ampla visão do que pode ou não acontecer, mas a vida não funciona da mesma forma, não vem com manual, não tem lógica em diversas vezes, e não sabemos como pode terminar. Será que seguimos um roteiro já escrito por DEUS, será que existe destino, ou será apenas aquilo que projetamos? 
Mas confesso que de uma coisa eu sei, uma coisa que aprendi durante esse tempo, algo que só quem já viveu o suficiente pode explicar, explorar, entender...a vida é aquilo que você escolhe dia-a-dia, aquilo que você planta conforme as suas necessidades e entendimentos. Confesso também que não tenho nem ideia de quem fez a lógica, se existe algo divino, se existem vidas passadas, se vamos sobreviver há nossas escolhas, eu não sei nada disso. Mas eu sei, que dependendo da escolha vamos carregar as consequências pelo resto da vida...e geralmente elas não tem volta. Não podemos simplesmente mudar de opinião, principalmente quando envolve pessoas, sentimentos, caráter, ideologia, crença e a maior de todas as características: A CONFIANÇA. Eu carrego muitos defeitos e qualidades como todos, mas uma das minhas principais características é de que prefiro ser confiável do que ser popular, magnifica, maravilhosa e linda...prefiro que as pessoas me odeiem por ser sincera, do que por ser falsa, mentirosa, cínica e outras tantas definições que as pessoas entoam quando alguém as engana, acima de tudo eu prefiro a verdade. Há pessoas que preferem enganar-se com meias verdades, com sentimentos impuros, com falsos amigos, com meras vontades, com pequenos favores e ainda mais com promessas não compridas.
Eu...quando tenho uma adversidade com alguém prefiro o diálogo, o entendimento, a amizade, a cumplicidade, o que é bom!!! E isso eu classifico como uma grande ESCOLHA, porque eu não quero viver minha vida baseada no que aconteceu no passado, eu não quero ter razão, eu não quero passar por cima da opinião dos outros, eu não quero me desentender, eu não quero ter a lógica, eu não quero fingir e ser o que não sou...eu quero apenas ter a compreensão clara de que tenho minhas opiniões, minha personalidade como todos as têm, quero que as pessoas saibam que não pretendo atacar ninguém, não desejo destruir ideias, apenas tenho algo que é formado dentro do meu ser...apenas isso...nada mais.
Não é fácil fazer escolhas, mas acreditem ''escolher'' é o que existe de mais difícil na humanidade, e só os que sabem o que realmente querem...escolhem...só aqueles que tem já personalidade formada, os que carregam caráter, os que confiam em si, fazem ESCOLHAS sem medo de errar, e então você me perguntará, e os outros??? E eu reponderei: - Os outros são outros!!! Não importa o que você faça...a escolha será sempre unicamente SUA, as consequências virão naturalmente como em tudo na vida, mas serão apenas das suas escolhas...e nunca será tarde demais para repensá-las !




















sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Festas de final de ano


Eu não gosto de festas de final de ano, há quem me diga que deveria gostar porque tenho filhos e crianças adoram o Natal. Bem, eu não gosto...e tenho motivos para isso, o primeiro deles é que no Natal, fá-lasse tanto em paz, amor, família, união e fé, e essas são coisas que não vejo nesta época do ano. Por exemplo, o natal se tornou há muitos anos uma forma de consumismo sem culpa, as pessoas enchem lojas, supermercados, shoppings, e tudo mais com a desculpa que é natal e ''temos'' que presentear quem amamos...Será? 
O que vejo é bem diferente, pessoas comprando sem responsabilidade, brigando em filas de supermercado, aonde quer que você vá está tão cheio de pessoas com raiva, e com uma pressa fora do comum, ou tão comum nessa época, mães com seus filhos enlouquecidos pelo consumo exagerado e desmedido, sem a miníma noção do que realmente deveria representar o Natal. Além disso o número de homicídios e suicídios aumenta consideravelmente, porque as pessoas ficam ansiosas, desconfortáveis na ânsia de comunicar em presentes e celebrações os sentimentos. E diante de tudo isso aonde poderia encontrar a paz, o amor, a família, a união e a fé? Com certeza não nas festas de final de ano.
Depois do Natal vem o Ano novo, e junto com ele ao invés dos votos de renovação de um ano melhor, assistimos novamente os resultados da união do mal, entre bebida e direção, que mata absurdamente milhares de pessoas no trânsito. Exatamente por isso não gosto de festas de final de ano, preciso de mais motivos? Não preciso, mas tenho, os meus motivos, aqueles bem particulares, aqueles que sempre me acompanham nesta época, e sei que jamais vou esquecer. 
O Natal e o Ano novo, deveriam ser um momento de PAZ universal, para que as pessoas pudessem parar, agir sem pressa, unir-se novamente com as pessoas as quais amamos, porque devemos nos unir sempre, não só em festas de final de ano. Dar e receber abraços todos os dias, ou o mais frequente possível. Os presentes não são mais importantes que a presença, os sentimentos de amor e fé na humanidade. Eu espero um dia encontrar um mundo melhor, por enquanto vou treinando o meu futuro, meus filhos...para que percebam desde já a importância da paz, da família, da união, da fé a da celebração linda da vida e do amor!


A todos um final de ano maravilhoso com muita luz, amor, união e PAZ!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A gostosa do pedaço


Existem mulheres que nascem com uma beleza esculpida por Deus, carregam uma sensualidade natural e um sorriso no rosto capaz de iluminar uma cidade, seria quase uma ''poesia'' como diria Vinicius de Moraes, eu vou chamá-la de ''gostosa'', você caro leitor, chame-a como quiser. Todo mundo tem ou vai ter uma ''amiga gostosa'', todo mundo! O problema de ser uma gostosa é tudo que vem junto com a classificação, porque o mundo não fica mais fácil para quem é gostosa, ao contrário, enquanto algumas portas abrem por conta de toda a beleza, muitas se fecham por conta da inveja. Quando somos adolescentes temos a fase da auto-afirmação, e é fundamental ter uma amiga gostosa, isso faz com que sejamos notadas no meio dos meninos, e ainda mais no meio das meninas, porque só mulher tem um radar quando se trata de concorrência. ''Amiga gostosa'' pode ser uma coisa boa, assim como também pode não ser uma boa.
Mas não podemos negar que de fato a mulher ''gostosa'' chama mais atenção que as outras mulheres, apesar de ela mesma nem perceber, está tão acostumada a balançar pra lá e pra cá, que não vislumbra olhares, quem percebe é justamente outras mulheres.
A impressão que tenho quando vejo a reação de outras mulheres em relação à ''gostosa'' é que ela é uma ameaça que precisa ser combatida. Agora imaginem se além de ''gostosa'', ela for também independente e inteligente. Algumas mulheres têm certa dificuldade de conviver com as ''gostosas'', ficam preocupadas o tempo inteiro quando tem uma por perto, se estão acompanhadas de seus respectivos parceiros então, é um ''deus nos acuda'', porque qualquer movimento que a ''gostosa'' faça é vigiado e isso independe se a tal é amiga ou não, como se o fato de amiga ser gostosa fizesse dela uma pessoa de caráter duvidoso. Eu enquanto mulher repudio esse tipo de atitude infantil e imatura, sempre tive amigas, lindas, maravilhosas, inteligentes e independentes e me sinto muito bem entre elas, aliás, sempre procurei estar perto de mulheres que fazem a diferença na sociedade, porque sei que podemos aprender algo mais, por isso nunca fui competitiva, e não tenho problemas em admirar outras mulheres. Tem gente que não confessa suas fraquezas então é mais fácil jogar a culpa em cima de outras pessoas. Julgam deliberadamente por seu próprio caráter, por isso imaginam bobagens ao invés de perceber o que de fato está na frente delas, uma mulher ''gostosa'' sim, mas uma pessoa como tantas outras, e principalmente uma mulher com sentimentos, porque vamos combinar que não deve ser nada fácil ser vista como uma ameaça constante, ser analisada o tempo inteiro, vigiada como se fosse uma ladra. E enquanto observamos em demasia as atitudes das pessoas, perdemos a oportunidade de olharmos para nós mesmos com igual intensidade e corrigirmos o que só existe em nossa cabeça.
Precisamos nos dar conta que é importante aprender a conviver com diversas pessoas, cada qual com suas particularidades. O que ainda não compreendo é porque quando a amiga é feia, burra ou gorda, as mulheres não enxergam como uma ameaça, será que por serem assim elas acham  que não correm riscos? Ás vezes podem estar completamente enganadas, o perigo pode estar ao lado, conheço muitas mulheres que não eram as ''gostosas'' e acabaram com muitos casamentos, prestem atenção, a imagem não faz da pessoa o que ela realmente é, são as atitudes que mostram, portanto se ela trata você bem, se é parceira, se é realmente sua amiga, se desapegue do fato de ela ser gostosa, porque acima de tudo ela é uma pessoa que só lhe faz bem e isso é o mais importante!!!


PS: Existe algo que é de suma importância, antes de tudo, confie em você, porque se você não confiar em si mesma, não poderá conviver com nenhum  tipo de pessoa no mundo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Os que se ''acham''!

Ao longo da vida conhecemos muitas pessoas, de diversas personalidades e suas peculiaridades. Uns são carismáticos por natureza, outros sérios, tem os engraçadinhos, os simpáticos, os loucos, os quietos, e tem aqueles que não vou me perdoar se não dizer: os que se ''acham''! Vou fazer um breve perfil usando o meu ponto de vista, é claro, mas depois qualquer um que leia pode acrescentar aquilo que pensa.


Os carismáticos: São extrovertidos e geralmente pensam em tudo o que falam, para não desagradar os demais e acabar em saia justa. São sempre muito prestativos e estão sempre em cima do muro que é para dar um ar de imparcialidade. Detalhe: Bebem pouco para não afetar a imagem.

Os sérios: Geralmente não gostam de piadinhas, de risos fora de hora e de especulações sobre a sua pessoa. São reservados, e vão a uma reunião somente se forem convidados formalmente, e cedo vão embora porque acham que todos já estão altos na bebida e não querem participar de nenhum ''fiasquinho''. 

Os engraçadinhos: Estão sempre brincando e dizendo piadinhas, fazem graça até com a morte de um parente.   Gostam de rir alto e sempre se encarnam no sério ou no quieto que é para fazer os demais rirem. No final ninguém mais aguenta tanta besteira. 

Os simpáticos: Chegam alegrando, riem muito e de qualquer coisa, fazem amizade facilmente, agradam a todos com suas frases exageradas e de efeito imediato. Falam bastante e estão sempre circulando como fossem os anfitriões.

Os loucos: Eles são os únicos que todo mundo gosta de verdade, eles falam alto, dão gargalhadas, e estão sempre tão doidos que embora estejam conversando com alguém, eles nem sabem do que estão falando. Gritam e saem pulando der repente ao som de uma música que ouvem, e sempre acabam fazendo as ''merdas'' que ninguém faz ou diz!

Os quietos: Esses são observadores, prestam atenção em tudo. Quer saber quem já bebeu demais, quem fuma, quem fala mais, pergunte ao quieto. Os quietos parecem umas moitas no meio de todos, não emitem opinião nem sobre para que time torcem, e olham atentamente o tempo todo. Estranho é que são os últimos a ir embora.

Lembrando que essas características são descritas a partir do meu ponto de vista, essa pessoas são as que estamos e gostamos de estar perto.

Mas tem os que eu fiz questão de falar ou o motivo da minha postagem:
Os que ''se acham'': Esses nunca faltam a nenhum convite, e nem precisa convidar. Se do sexo masculino falam sobre o dinheiro que investem, do carro que compraram, dos lugares que frequentam e de quantas mulheres já pegaram. Embora ninguém tenha visto mudança alguma em suas vidas, porque eles não são o umbigo do universo, falam demais e o que não interessa a ninguém, seus perfis de redes são atualizados constantemente com fotos que ninguém vê e frases que ninguém comenta. 
Se do sexo feminino piora ainda mais a situação, e só muda o endereço, elas são as mais gostosas, por isso se vazam o tempo todo, ninguém as resiste, assim pensam elas. Se alguma mulher que chegar não lhes der atenção, é invejosa. Falam mal o tempo todo das pessoas com as quais convivem, inclusive as próprias amigas. Se o companheiro de uma  amiga oferecer uma bebida está loucamente apaixonado por ela. Gastam muito dinheiro com roupas caras, mas de uma vulgaridade sem fim, muitos decotes, calças muito apertadas e geralmente com muito brilho ou estampa de oncinha e flores, ou seja, se vestem mal e ''acham'' que estão arrasando. Usam as redes sociais como extensão de suas vidas e compartilham as coisas mais medonhas como a foto da compra de um produto, ou quanto estão gastando em um determinado lugar, como se isso fosse muito importante para humanidade. E sempre rotulam as pessoas porque tem a visão destorcida de sua própria imagem, desvalorizam informações e conteúdos importantes porque são burras e não conseguem entender o que se passa no mundo ou com as pessoas, pensam que o mundo todo é apenas preocupado em comentar a cor dos seus cabelos ou do batom rosa pink que usam. Detalhe: bebem pouco, mas parece que já beberam muito, tamanha a quantidade de besteiras que dizem.

Conclusão:
Será que um dia essas pessoas acordarão de seu sonho surreal de serem melhores do que as outras e se darão conta das oportunidades que perderão em serem felizes de verdade, sem ter que manterem as aparências o tempo todo. 
Eu particularmente prefiro continuar sendo o que sou, do jeito que sou, com os amigos que tenho, com o que tenho na vida, do que me perder nesse mundo de futilidades, achando o tempo todo que estão querendo me derrubar ou que tenho que ser melhor do que os outros para ser alguém. De todas as pessoas que conheci na vida e não são poucas, as que ''se acham'' são as que me deixam impressionada. 
Cada um tem seus valores, mas acredito que uma vida construída sem aparências enganosas e com todas as perdas e ganhos como as que nos tornam maduros no futuro, é muito importante para a consolidação dos laços de amor e amizade com a pessoas com as quais convivemos.


PS: Acreditem, uma foto parecida com essa foi postada por uma pessoa em uma rede social, para mostrar aos ''amigos'' o que havia comprado. Perguntinha: Alguém está interessado? 

Obs: Essa foto eu tirei das imagens do google, a foto de verdade da pessoa não posso mostrar porque ela está junto com o produto e embora ela não tenha vergonha, eu tenho!

sábado, 15 de outubro de 2011

O amor é contagioso


Você deve ter um filme predileto, daqueles que já assistimos diversas vezes, mas estamos sempre dispostos a assistir mais uma vez, eu tenho esse hábito, mas não é só com filmes, costumo voltar a minha estante e buscar um livro já lido, escuto muito a mesma música, vejo novamente o mesmo documentário, revejo velhas fotos, cartas de amor antigas, essas coisas. Mas acho que o de assistir filmes, compartilho com muitas pessoas, esse é um hábito que muita gente tem, final de semana passado assisti acho que pela 23ª ou 24ª vez - ''Patch Adams - O amor é contagioso'', é um filme maravilhoso, e baseado na história real da vida do Dr. Hunter ''Patch'' Adams, um médico norte-americano famoso por sua metodologia inusitada no tratamento de enfermos, pai da idéia dos chamados ''Doutores da alegria'' no Brasil. Na década 60, Dr. Patch quase que não conseguiu se formar por conta de um professor na Universidade de Medicina da Virginia que achava que Patch não tinha atributos consideráveis normais para tornar-se médico, sofria de ''felicidade excessiva'' segundo descrevia o professor, mesmo tirando as melhores notas e sendo um aluno brilhante.
Patch como é conhecido,  hoje tem 67 anos e continua com sua estimulante arte de cuidar de pessoas doentes, ele viaja o mundo todo levando alegria a diversas crianças e adultos internados em hospitais, para que o ambiente hospitalar não fique pesado demais para essas pessoas e os tratamentos hajam de forma precisa.
Alguns dias atrás li uma matéria na internet sob o título:''Amor é fundamental para a cura de doenças'', e ali cientistas que estudam o cérebro humano afirmam que as defesas do organismo reagem de forma mais ativa, se recebermos uma quantidade de atenção maior no período mais crítico de uma doença. Ao ler a reportagem automaticamente lembrei de um amigo já falecido, que sofria com a diabetes, essa doença gravíssima que é cada vez mais diagnosticada na população. Meu amigo (não vou citar o nome dele em respeito) soube que tinha a doença havia muitos anos, e ela custou a se manisfestar de forma devastadora por que ele mantinha hábitos saudáveis para que pudesse ter uma qualidade de vida, mesmo tendo que viver com o uso da insulina. De certa forma conseguiu abreviar por alguns anos as consequências mais graves da doença, mas não as perdas na vida pessoal, logo aos 37 anos de idade ele ficou impotente e com dificuldades de enxergar, e a mulher dele não compreendendo a situação o traía constantemente, os filhos nunca foram amorosos, pareciam estar sempre preocupados com eles mesmos, até que alguns anos atrás, a mulher o deixou por um homem bem mais jovem, abandonou a casa e a família. Os filhos apoiaram a mãe já que o pai não passava de um homem doente e rabugento e segundo eles, ela tinha todo direito de ser feliz. 
Depois disso a doença do meu amigo foi piorando, já ninguém mais o visitava, alguns finais de semana nos telefonava perguntando se podia nos visitar, e mesmo que fossemos sair, o esperávamos e o recebíamos por que percebíamos claramente que sentia-se muito sozinho, algumas vezes era acometido por uma intensa nostalgia e ficava contando por horas lembranças de sua vida. Ele morreu em 30 de julho de 2006, depois de sofrer muito alguns dias por conta da doença e sempre me pergunto: Não terá sido falta de amor? 
No dia em que ele morreu ''todos'' que nunca mais foram vê-lo estavam no seu velório, será que não podiam te-lo visitado enquanto estava vivo? Será que não perceberam que ele estava sozinho e que por isso a doença piorava? Outros tempos? Não. Outras pessoas! Isso sim. Patch Adams faz isso a mais de trinta anos e essas pessoas as quais ele visita e traz alegria não são seus parentes e muito menos seus conhecidos, o que ele carrega dentro de si para fazer isso é puramente: AMOR!

Leituras Interessantes


Por quase vinte anos, sempre no dia 15 de julho, Emma e Dexter se reencontram em Londres para manter viva uma amizade que é praticamente amor - e, às vezes, resulta em brigas e farpas. Uma leitura com diálogos divertidos e inteligentes, que conta a história de uma relação como poucas. Vale a pena conferir!




Autor: David Niholls
Editora: Intríseca

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os reclamões da vida


Todas as pessoas que moram em condomínios, prédios ou edifícios já tiveram de alguma forma problemas com um vizinho, seja com aquela vizinha fofoqueira que cuida da vida de todos, com o morador do apartamento de baixo que não suporta o mínimo barulho, o que fuma, o que fala alto, ou até mesmo o que nunca tá em casa. Morar em conjunto não é fácil, tem sempre alguém insatisfeito, e é impressionante o numero de queixas que recebe um síndico, e não importa a hora, tem sempre alguém com uma reclamação a fazer, tem gente que reclama até de barulho de chuva, pasmem! Outro dia recebi de forma educada pelas mãos da síndica do meu condomínio, uma reclamação por escrito do barulho que está sendo feito no meu apartamento após a meia noite, o papel dizia claramente -'' Vizinhos reclamam da algazarra de criança até altas horas, quase todas as noites''. Eu até compreenderia essa reclamação se o motivo não fosse uma criança de 10 meses completados dia 25 de setembro. Imaginem vocês que uma pessoa reclamou do choro do meu filho menor, que está em uma fase bem difícil da primeira infância que é a erupção dos primeiros dentinhos. Eu confesso que não sei lidar com essa fase porque os outros filhos só passaram por isso depois do 1º ano, como eram maiores não sentiram a mesma aflição que está sofrendo Fabianinho. Ele acorda de madrugada chorando coitadinho e não tem nada que o faça acalmar, ele coloca a mão dentro da boca em uma agonia terrível, já tentamos usar um medicamento famoso, mas que não adiantou em nada no caso dele. Por isso que ao receber a tal reclamação fiquei chocada, como alguém pode se sentir incomodado com o choro de uma criança que até bem pouco tempo não fazia o menor ruído. Tem pessoas que estão sempre se queixando disso ao daquilo, não fazem outra coisa senão reclamar...passam dias esperando motivos para fazerem as tais reclamações com pompa de que resolvem os problemas dos vizinhos, problemas que diga-se de passagem só existem na cabeça delas, porque não tem mais nada além disso pra fazer. 
Então quando fui conversar com a síndica ela me disse quem havia reclamado e eu fiquei mais indignada ainda, porque a ''tal vizinha'' que reclamou é uma senhora aposentada, com filhos adultos que não a visitam, e vive sozinha dentro do seu enorme apartamento e que cuja vida é completamente vazia. Outro dia mesmo me cumprimentou no corredor do prédio com um sorriso que percebia-se claramente que era cínico.
E eu fico a pensar que existem muitos indivíduos como essa senhora no mundo, os reclamões da vida, já deram-se conta de que eles estão em todo o lugar? Filas de banco por exemplo, sempre tem alguém reclamando que os bancos arrecadam tanto dinheiro e não oferecem funcionários o suficiente, quando vai ver o ''querido'' podia ter pago a conta na internet, na lotérica, ou no caixa eletrônico, e no fim ele acha que passando pelo caixa de atendimento pessoal, a conta vai ficar mais bem paga, outra reclamação comum é sobre políticos, tem sempre alguém filosofando algo que não sabe, eu ouço tantas asneiras sobre politica, e fico pensando que os brasileiros não sabem nada sobre esse tema mesmo, por isso votam tão mal.
Esses são só alguns exemplos, mas tem mais, muito mais...eu queria saber o porque dessas pessoas serem assim, nada pode atrapalhar as suas vidinhas obsoletas senão eles reclamam cheios de razão, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo, não podem dialogar e quem sabe até ajudar, preferem reclamar. Eu não costumo reclamar desse jeito, procuro a solução, porque para reclamar já tem um monte.
Quanto a minha vizinha aposentada reclamante vou ter que fazer algo em relação ao meu filho pequeno senão no outro dia ela perderá o horário do pãozinho quente na padaria as 6 horas da manhã e não poderá beber o seu maravilhoso café as 8 hrs em ponto, para depois sem nada pra fazer, ficar atenta ao ruído do vizinho mais barulhento do dia e fazer a sua reclamação com razão...heheheh, vai que uma hora dessas ela queira reclamar  ao próprio autor dos choros noturnos, ai a coisa vai complicar né?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Consequências e Arrependimentos

Outro dia, estava eu em uma pracinha com meus filhos menores curtindo um dia de sol, depois de uma longa semana de chuva e quando me ajeitava para ir embora, aproximou-se de nós um senhor bastante idoso e me disse em tom de brincadeira: ''-Aproveite bem minha filha, porque nós fazemos os filhos, mas eles não são nossos, e um dia quando você menos espera eles simplesmente vão embora''. Eu respondi brincando: Eu sei, por isso fiz quatro filhos!
Ele riu continuamente, e em seguida me contou que em 62 anos de casamento a esposa tentou convencê-lo a ter mais filhos e ele foi fechado a essa ideia, contou também que fazia 4 meses que a esposa havia falecido de uma doença terminal, e que andava muito triste, mas não era por estar com saudade, e sim por estar arrependido. E eu que naquele momento me preparava para ir embora, parei, sentei e fiquei escutando atentamente a sua história, no desenvolver da conversa ele me contou que teve apenas um filho da longa união de sua única esposa, e que o filho morava nos Estados Unidos desde os 22 anos de idade, e sequer veio para o enterro da mãe, ligou para ele e disse que não adiantava enfrentar horas cansativas dentro de um avião só para ver uma pessoa que já estava morta, que ele nada podia fazer e que o pai aos 87 anos de idade já havia passado por muitas coisas, então essa seria apenas mais uma. Quando ele terminou de contar, seus olhos se encheram de lágrimas e ele disse olhando pra mim: - Minha querida eu nem lhe conheço, mas senti vontade de falar com você no instante em que a vi brincando com seus filhos, e vou lhe dizer, se eu pudesse voltar atrás, eu teria tido 4 filhos como você ou quem sabe até 6, porque o arrependimento que carrego é enorme. Sabe do que eu esqueci enquanto trabalhava para dar de tudo ao meu único filho? Esqueci que um dia eu ia envelhecer...
Enquanto eu o ouvia, ele contou que trabalhou muito na vida para que o único filho tivesse uma boa formação, e quase não foi presente ao filho a medida em que ele crescia, seu filho havia estudado nas melhores escolas, fez muitos cursos, e formou-se em uma universidade conceituada nos Estados Unidos, ele afirmou que esse era o motivo de ele se negar a ter outros filhos e terminou dizendo: -Eu achava que tendo apenas um filho, eu poderia dar tudo, ele poderia ter tudo o que quisesse, não lhe faltaria nada, ele seria ''alguém''... eu me equivoquei...
Em alguns momentos nos equivocamos mesmo na criação dos filhos, erramos como qualquer ser humano, pecamos porque não sabemos o futuro, quando nascemos não nos dão o manual da vida para sabermos como se faz. Somos responsáveis por tudo aquilo que nos acontece, e isso só acontece porque não enxergamos a exatidão do momento onde erramos. Nossos filhos estão sempre atentos as nossas atitudes, do modo como levamos a vida, no futuro boa parte do que se tornarão será do que viram e sentiram de nós durante o seu crescimento. No caso desse senhor, o filho dele viu que tinha que trabalhar duro para viver confortavelmente, para ter ''tudo'', e ele apenas seguiu o exemplo do pai, não teve irmãos, viveu sozinho muito tempo, acostumou-se, foi embora sem olhar para trás, ele precisava ser aquilo que seu pai havia projetado, ele se tornou ''alguém''. Alguém que o pai não conhece, alguém que o pai não gosta, alguém que não veio para o enterro da própria mãe, alguém que não se importa se seu pai está velho e sozinho.

Isso que esse senhor me contou me tocou muito, porque durante a vida nos preocupamos demais em dar aos nossos filhos tudo de melhor que o ''material'' pode oferecer, e esquecemos enquanto corremos atrás de tudo isso que o que um filho precisa mesmo, é de atenção, de amor, de afeto, mas principalmente de entender o que realmente tem valor na vida. 
Por não cuidarmos do hoje de nossas crianças é que as perdemos no caminho da vida, não podemos julgar uma pessoa que projetamos, que criamos, que fomos nós que ensinamos.
Eu aprendo muito com pessoas idosas, eles viveram mais e em consequência acertaram ou erraram mais, mas são as consequências de suas próprias atitudes. Da próxima vez que encontrar alguém de idade e ele quiser lhe contar algo, escute atentamente, talvez seja Deus querendo lhe dar um recado!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dinheiro, depressão e mortes prematuras



Dia 23 de julho agora, morreu uma das grandes revelações britânicas da música mundial Amy Winehouse, uma cantora como poucas e que agradou o público com suas composições e sua voz de jazzista, sendo comparada com ''a primeira dama da canção'' Ella Fitzgerald. Amy se destacou também por levar uma vida polêmica e um tanto problemática, lutava contra a dependência química e o alcoolismo publicamente e por isso era alvo dos tabloides não só ingleses, mas do mundo todo...mas o que leva esses jovens talentos a morrerem tão cedo e antes de completar os 30 anos?
Especialistas dizem que ao chegar aos 30 anos de idade homens e mulheres já estão mais maduros para tomar decisões que requerem mais habilidade psíquica, no entanto antes de completarem tal idade essas pessoas cruzam com uma doença muito comum: a depressão. A depressão é uma doença do ''organismo como um todo'', que compromete o físico, o humor e em consequência o pensamento. A depressão altera a maneira de como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manisfesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 450 milhões de pessoas no mundo todo sofrem de depressão, em 2020 será a segunda causa de incapacitação dos países desenvolvidos e a primeira nos países em desenvolvimento. Os números mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030 ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde - ''Nós poderíamos chamar isso de a epidemia silenciosa, porque a depressão está cada vez mais sendo diagnosticada, está em toda a parte, e deve aumentar em termos de proporção" afirmou á BBC o médico Shekhar Saxena do departamento de saúde mental da OMS. Contudo existem dados sobre a manifestação dessa doença como a idade por exemplo, ocorre entre os 25 e 27 anos, a maior parte são do sexo feminino, 20% dessas pessoas se suicidam, outras 8% tem envolvimento com drogas, e é mais comum em países de alta renda. Estamos falando aqui de pessoas comuns, pessoas que trabalham, que criam seus filhos e levam uma vida normal, imaginem agora pessoas que estão na mídia, que fazem sucesso, talentosas e que ficam ricas do dia pra noite como é o caso de vários talentos da música e do cinema, temos alguns exemplos antes da morte precoce de Amy Winehouse como:
 Janis Joplin considerada a maior cantora de rock da década de 60, teve sérios problemas com drogas e álcool, era viciada em heroína e também foi encontrada morta no dia 4 de outubro de 1970 em Los Angeles, aos 27 anos por overdose. Mas o que ninguém sabe é que ela era de origem pobre, se achava diferente das outras pessoas e sofria de depressão.

Jimi Hendrix considerado o melhor guitarrista da história do rock e um dos mais importantes e influentes músicos da sua era em diferentes gêneros musicais. Morreu em Londres aos 27 anos em 18 de setembro de 1970, as circunstâncias nunca foram explicadas, mas de acordo com o médico que o atendeu inicialmente ele se afogou com o próprio vômito composto de vinho tinto. O que ninguém sabe é que Hendrix cresceu tímido e sensível, tendo de ser o responsável por cuidar do seu irmão mais novo, afetado profundamente por problemas familiares como divórcio dos seus pais em 51 e a morte de sua mãe em 58, quando ele tinha apenas 16 anos. Sofria de insônia o que o deixou dependente de remédios para dormir.

Jim Morrison  cantor, compositor e poeta, vocalista da Banda The Doors, morreu em Paris em uma banheira de um quarto de hotel em 3 de julho de 1971 também aos 27 anos e até hoje há especulações se a sua morte foi por overdose, já que não era conhecido consumidor de heroína, outra hipótese seria um assassinato planejado por autoridades do governo americano, já que Jim era filho de uma família tradicional americana e rebelou-se contra o sistema moldando com sua música a mente de jovens da época. O que ninguém sabe é que Jim cresceu com pais rigorosos e conservadores, funcionários do alto escalão da marinha americana, que o consideravam louco,formou-se em cinema pela Universidade de Los Angeles, era muito inteligente com QI acima de 140 e dormia em qualquer lugar, era contra a burguesia, detestava a fama e viajava na criação de suas composições.

Kurt Cobain cantor e compositor da mais famosa banda de rock alternativo grunge o Nirvana que enlouqueceu os adolescentes na década de 90. O Nirvana foi considerada a banda carro chefe da ''geração X''. Kurt lutou contra o vício em heroína, uma forte depressão, fama e imagem pública, as pressões da vida profissional e pessoal em torno de si e de sua esposa a cantora Courtney Love. Em 5 de abril de 1994, foi encontrado morto em sua casa em Seattle, vitima do que foi oficialmente considerado um suicídio por tiro de espingarda na cabeça. O que ninguém sabe é que a depressão de Kurt foi diagnosticada ainda adolescente, que sofria de maus tratos na escola por andar em companhia de homossexuais, e era constantemente chamado de ''gay'', coisa que nunca fora, era também revoltado com o divórcio dos pais, ao qual o pai prometera que nunca mais casaria novamente, promessa que nunca foi cumprida.

Esses são apenas alguns exemplos de pessoas que por serem famosos saem na imprensa gerando notícias e claro indignações de algumas pessoas por terem dinheiro e fama, mas como todo mundo essas pessoas também tem seus problemas com depressão, solidão, tristeza, mágoas, mas isso nunca vem a imprensa, só depois que morrem. É uma pena que talentos jovens estejam sendo desperdiçados por não terem sido levados a sério por seus transtornos psiquiátricos, apenas tiram desses jovens o que de mais precioso eles possuem: o talento. Depois que morrem ficam somente na memória de milhares fãs que continuam a comprar sua belas composições. Essas estatísticas só tem a mostrar que o dinheiro ou a fama não são capazes de conter uma doença tão comum e perigosa como a depressão, como afirmou o Dr.Shekhar Saxena do departamento de saúde mental da OMS, é uma epidemia silenciosa, e que por não ser considerada grave como Aids e Câncer não é levada a sério entre as pessoas, mas é de suma importância ressaltar que é uma doença grave e que 20% dessas pessoas cometem suicídio de alguma forma, é um número absurdo se falarmos em proporção.
Pra quem não sabe eu perdi um irmão vitima de uma depressão profunda. Meu irmão se suicidou com tiro na têmpora em 24 de julho de 2004, estava com 27 anos e tinha conquistado o que tanto desejara, ser um dee-jay famoso e ganhar dinheiro fazendo o que gostava, isso não foi o suficiente para lhe salvar, e até hoje me pegunto como uma pessoa tão aparentemente feliz cometeu suicídio? Porque a doença sempre esteve ali, nós, a família é que nunca percebemos.




segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sentimentos


É incrível como sentimentos verdadeiros podem transformar vidas...saber que alguém te ama, sentir prazer...lendo isso parece que estou falando de algo sexual né? Mas você está enganado se pensou nisso, saber que alguém te ama não precisa ser somente de forma carnal, pode ser também um sentimento entre pessoas do seu cotidiano.
Sentir prazer...em estar em companhia de pessoas com suas diversificadas personalidades e ainda assim parecendo que todos pensam iguais, isso é também uma forma de amor, eu respeito você e sua opinião, mas posso não pensar igual a você, mas isso também não significa que não amo você...Eu gosto de pessoas com sentimentos aflorados, pessoas sem pressa, pessoas de verdade que não ficam se contendo, e estão sempre prontas para beber a última cerveja ou a última taça de vinho, e se não bebem também não tem problema, porque elas vão ficar ali com você, lhe fazendo companhia até você terminar e a conversa fluirá naturalmente repleta de sorrisos, frases de afeto, histórias curtas ou longas e quase sempre com uma piada no final. Isso é um sentimento, sentimento de amor e prazer pela vida, pelas pessoas, por tudo que está ali naquele momento sendo eternizado em nossas lembranças. Na minha casa nós somos assim e no nosso círculo convivemos com pessoas iguais, é tão significante para nós esses sentimentos que são verdadeiros e recíprocos, porque isso transforma nossas vidas e de alguma forma passamos isso para nossos filhos, vivendo sem pressa, passando pela vida com algumas pedras no caminho como todos no mundo, mas direcionando nossos sentimentos nobres para pessoas que valem a pena, essas mesmas pessoas que fazem parte das nossas vidas e cuidaremos como uma joia preciosa, para que ela continue sempre linda, mas principalmente para que ela dure pra sempre. Pessoas tem sentimentos, mas nem todas usam de maneira sábia, cada sentimento deve ser direcionado para algo que realmente mereça, o amor para aqueles que estão a nossa volta, a paixão pela vida, a felicidade para realizações, a alegria por tudo isso existir, a tristeza pela perda de alguém, a raiva de uma mentira, o ódio pela corrupção e pela desigualdade social que mata e assola a  vida de muitas pessoas pelo mundo. Mas dentre tantos sentimentos existe um que eu tenho medo e que transforma de maneira negativa a vida das pessoas, a INVEJA, esse do meu ponto de vista é o pior dos sentimentos, e ele acaba com tudo de bonito que a vida proporciona, eu peço a Deus que as pessoas que eu amo sejam protegidas desse sentimento, porque eu já senti o estrago que ele pode fazer. Os meus mais nobres sentimentos a quem sofre desse terrível mal.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Casamento x Separação

Quando um casal se separa começa um grande conflito que parece interminável, as brigas que já eram constantes agora acontecem por pequenas bobagens, os gritos, as desconfianças, as cobranças, ainda provam que terminar um casamento não é coisa fácil e sempre resta algo a resolver, tudo se torna difícil e vai ter sempre um lado querendo ganhar seja do jeito que for ou o que for. Por mais que a separação seja por vezes definitiva quase sempre uma das partes ainda continua amando, tem sempre alguém que fica sofrendo mais e tem também aqueles que apesar de saberem que tudo acabou dificultam a separação para terem quem sabe uma segunda chance com o parceiro. Mas separação é complicado mesmo quando envolve filhos, muitas vezes na ânsia de fazer que o casamento não acabe ou que acabe de uma vez o casal acaba não percebendo que há outras pessoas envolvidas na relação e que elas também sofrem. Os filhos não podem fazer parte de uma briga que só existe entre o casal, os motivos e as razões só o casal sabe, os filhos devem ser preservados sempre, independente de como terminou a relação. Eu lembro de todas as vezes que meus pais se separaram, lembro das brigas, lembro das diversas mudanças que fizemos, lembro das lágrimas e de todo o sofrimento, das visitas periódicas do meu pai mas principalmente da hora em que ele ia embora. No casamento dos meus pais não havia confiança, uma coisa fundamental para que a relação deles desse certo, minha mãe sempre foi uma mulher explosiva e muito ciumenta, uma mulher que não perdoa um simples olhar, não perdoa o menor deslize, o que dificultou demais a harmonia no casamento. Ás vezes em determinado momento da vida precisamos fechar os olhos para algumas coisas, e isso serve tanto para a mulher como para o homem, no casamento então precisamos não apenas fechar os olhos algumas vezes como também controlar as palavras, os atos, os sentimentos negativos...Se o seu par está ali é porque quer, porque te ama, porque é com você que ele construiu a vida dele, se amanhã ou depois ele mudar de ideia, você perceberá, mas com certeza, não é quando ele olha uma mulher bonita na rua, ou elogia uma colega de trabalho. Muitas vezes confundimos excesso de trabalho, filhos, problemas, falta de diálogo com o parceiro e até falta de dinheiro com ''infelicidade'', nem sempre é assim, se você pensar um momento vai ver que são todos problemas solucionáveis e que a felicidade pode estar aonde você nem imagina, por exemplo, faltou grana pra ir á aquele restaurante bacana, leve as crianças pra casa da mãe, da sogra ou da irmã, e faça você mesma algo diferente, escolha um bom vinho, acenda velas, coloque uma música do início da relação, vista-se como se fosse ao tal restaurante e viva a sensação, deixe rolar, curta o momento, e você verá que a felicidade está ali, só está um pouco empoeirada e sem uso. Com o passar dos anos a tendência é nos acostumarmos com a rotina, com as questões em si, e esquecer o principal: - Como tudo começou. E tudo só começou porque você se apaixonou por alguém e esse alguém continua lá, com cabelo, talvez sem cabelo, magro ou com barriguinha saliente, isso é o menos importante, o importante mesmo é que ele ou ela continua ali, e mais importante ainda que continua do seu lado nos momentos bons e ruins. Então repense sua decisão sobre uma possível separação, lembre de tudo que já viveram juntos e o que ainda podem viver, pense em tudo, pense nos filhos, se agarre há alguma possibilidade para evitar o grande sofrimento de uma separação e só se separe se realmente não tiver encontrado nenhuma razão para continuar tentando. Casamento é difícil mesmo, existe o dia-a-dia, existem conflitos, alguns sonhos adiados, frustrações, mas em compensação existe a união, a cumplicidade, a exclusividade (adoro essa palavra), o amor...na maioria das vezes as pessoas só se casam quando encontram alguém para compartilhar sonhos, quando encontram o ser perfeito para se encaixar em sua vida e deveria ser sempre assim.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cirurgia Plástica: A busca incansável pela beleza, será que vale a pena?

Alguém reconhece esta mulher de biquini com essa barriguinha saliente, estrias e gorduras localizadas???


Preste mais atenção na foto! Reconheceu?? Se não reconheceu não tem problema eu posso te dizer quem é. A mulher da foto acima é a mesma da foto abaixo:

Ela é Cindy Crawford a top model americana mais bem paga do mundo deixando o posto apenas para Gisele Bündchen, ao qual é bem mais nova. Por causa da primeira foto Cindy foi crucificada por jornais e revistas do mundo todo por ter uma barriga tão ''feia'', sendo que é milionária. Vários cirurgiões plásticos ofereceram seus serviços ''gratuiatamente'', para que ela voltasse a ter o lindo abdomen que desfilou nas passarelas no auge de sua fama, vocês querem saber como Cindy se livrou deles? Ela disse: - Tenho mais com que me preocupar do que ficar numa sala de cirurgia reparando algo que não me causa problema algum,  não incomoda, além do mais não corro riscos desnecessários.
As mulheres ao longo dos anos se escravizam por conta do ícone da beleza suprema, e não poupam esforços para se manterem lindas e ''perfeitas'', como se isso fizesse o mundo girar.
Estou escrevendo sobre esse assunto por conta de uma grande amiga que tenho, uma pessoa maravilhosa em todos os sentidos, mas que me deixou um pouco aflita com a decisão de fazer Abdominoplastia, uma cirurgia complexa e com muito pontos negativos, sendo um deles a recuperação pós-cirúrgica, em que os médicos insistem em afirmar que não é tão incomoda assim e que é rápida...Tudo balela para vender cada vez mais cirurgias plásticas estéticas, algo caríssimo num país como o Brasil e pouco confiável, sendo que a maioria dos médicos que as fazem não tem especialização para tal, segundo dados do SPCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Chega ser de extrema negligência um ''médico'' indicar a cirurgia em uma paciente sedentária que tem como herança de uma primeira gravidez uma barriguinha saliente e alguns quilinhos extras, antes deve-se aconselhar essa paciente a tentar algo menos agressivo e claro exercícios físicos e reeducação alimentar, por que mesmo que ela faça a cirurgia, de forma alguma ela poderá ficar sem uma vida saudável.
A cirurgia plástica estética é muito delicada e tem várias fazes, preparação antes e pós cirurgica, e o resultado final você só conhecerá no final de 6 meses, o que também pode acontecer e de maneira muito melhor com uma mudança de hábitos físicos e alimentares. Os riscos que se corre para se ter um corpo valorizado geralmente por quem não tem coisas mais importantes para pensar, são enormes, além de o efeito não ser como esperado, porque cada pessoa é única, o que foi muito bem pra uma pode não ser para outra. As vezes a opinião alheia importa mais do que a nossa própria, o que não deveria acontecer. Eu fujo de gente fútil, fujo de esteriótipos sejam eles quais forem e não acho que uma mulher tenha que ser magra para ser linda, ou precise ser a beleza em pessoa para ser interessante. Antes do corpo há um cérebro e não vejo ninguém se preocupar com ele, não vejo as pessoas se preocupando em serem mais inteligentes ou entenderem mais o mundo ou as pessoas. Todas a pessoas que sacrificam seus corpos em cirurgias ou até mesmo em academias horas e horas, fazendo musculação para parecerem mais com umas pedras, do que com pessoas são geralmente pessoas vazias que gostam e procuram mostrar apenas o seu exterior e nada mais. Agora até homens estão colocando silicone no peito para terem um peitoral mais definido sem precisar de esforço físico, e não é apenas no peito é no glúteo também...a que ponto chegamos por uma busca incansável que em alguns anos será revelada pela gravidade, porque não tem jeito, um dia tudo começa a ser puxado por ela. E cada vez mais as pessoas estão encantadas com as cirurgias plásticas, e as mudanças que elas podem proporcionar em seus corpos. Eu não concordo com essa futilidade em torno do nosso bem mais precioso, e não só por que morro de medo do bisturi não! Não concordo porque as marcas que tenho no meu corpo, são dos meus filhos, da minha maturidade, das minhas experiências e da minha vida, não preciso de uma barriga sarada para me achar linda, gosto das curvinhas que ela faz quando bebo uma cervejinha, quando como um bolo delicioso, ou uma comida feita pela minha mãe, eu me importo muito mais com que eu tenho dentro da minha cabeça, com como sei levar uma conversa em qualquer situação, de como entendo de variados assuntos. Me preocupo em ser parceira do meu marido que não conquistei com o meu corpo e sim com a minha cabeça, ao longo dos anos também precisamos reciclar o cérebro e manter a conquista do casamento diariamente, o que não é nada fácil, por isso concordo com Cindy Crawford, eu tenho mais o que fazer...Quanto a minha amiga que sugeriu que escrevesse sobre cirurgia plástica tenho um recado que com o tempo de nossa amizade tenho liberdade para fazer: - Saia de casa, coloque um tênis confortável e caminhe ou corra pela rua, olhando o céu, respirando fundo, sinta a vida, coma menos, pense em outras coisas, ajude alguém, visite crianças com leucemia em hospitais, e você perceberá que a sua barriguinha não é ''feia'' e que você pode tranquilamente conviver com ela, mas mexa-se senão daqui a pouco nem a cirurgia plástica vai te salvar, você é linda, inteligente, e cheia de diversas qualidades, espero que não tenha te magoado com esse recado!










sábado, 2 de julho de 2011

Diferentes epócas

Eu sou uma pessoa que adora recordar...ás vezes fico nostalgica e me emociono quando lembro de algumas fases da minha vida ou momentos breves, e não preciso de muito para ficar assim... pode ser vendo um filme, uma propaganda antiga, uma música, até mesmo uma novela da década de 70 ou 80. As lembranças do passado sempre mexem de alguma forma com a gente, mas comigo é diferente eu fico a pensar horas naquele determinado momento...e revivo as sensações. Como sofro de insônia, encontrei na internet e na televisão a cabo uma maneira de me distrair até o sono chegar, algo não recomendável por especialistas, mas é assim que consigo ter meus momentos nostalgicos, sem a barulheira do dia-a-dia, já que tenho quatro crianças em casa, escuto músicas antigas, vejo filmes, e até assisto uma novela antiga que está passando em um canal fechado - Vale Tudo -  escrita por Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, com um elenco ímpar e uma trilha sonora fantástica, a trama se passa entre 1988 a 1989, e conta a história da ambiciosa Maria de Fátima (Glória Pires em sua mais gloriosa atuação) e Raquel (Regina Duarte), mãe e filha separadas por ideologias completamente diferentes em relação a vida, essa novela foi uns dos maiores sucessos da televisão brasileira da epóca, e rendeu muitos pontos de audiência a emissora por conta da morte de uma personagem perversa chamada Odete Roitman (Beatriz Segall), uma mulher rica e pedante, sem valor moral alguma e disposta a passar por cima de qualquer pessoa que atravessasse seu caminho.
Bem, mas o que quero falar nesse post é justamente sobre diferentes epócas, no ano dessa novela e em muitos anos antes os valores de caráter, mesmo em um país que atravessava uma ditadura horrorosa em que a falta de liberdade de expressão levava jovens a serem torturados por lutar por ela, as pessoas eram diferentes de hoje. Eu me lembro quando eu era criança de meu pais comentarem as notícias do Jornal Nacional ou do Jornal do Almoço (noticiário de Porto Alegre no horário do meio dia), discutirem sobre suas ideologias e discordarem em alguns momentos, lembro-me dos valores pregados por meu pai, criança devia ser criança, tinhamos que trabalhar para ter dinheiro mas não virar escravo dele, ter um punhado de amigos bons, cultivar a paz e o amor, mas principlamente viver de maneira que fossemos felizes de qualquer jeito, porque nossas escolhas fazem parte do resto de nossas vidas. Quando eu era criança eu não tinha noção de nada, eu não sabia como era a vida depois de adulta, eu não sabia como era criar filhos, trabalhar para se manter, mas de uma coisa eu sabia, eu queria ser feliz fosse do jeito que fosse. Claro que a medida em que fui crescendo fui descobrindo que não é tão fácil, e que há sempre pedras no caminho, mas em um determinado momento eu olhei para tráz e recordei as palavras do meu pai e percebi que que eu a minha infância eu vivi todinha, as brincadeiras, andar de bicicleta, brincar de esconde-esconde, jogando taco com os amigos, e também  fui uma adolescente inteira, cheia de duvidas,curtindo meus momentos, os filmes, os amores, as festinhas de garagem com músicas boas ou não tão boas. O tempo passou mas percebo claramente que as crianças de hoje não terão essa oportunidade, é tudo muito rápido, e eles não tem tempo hábil para aproveitar devidamente, os adolescentes não sabem esperar, nunca souberam, mas antes pelo escutavam os sermões aplicado pelos pais...e é impressionante mas mesmo com toda a facilidade que se apresenta hoje em dia, sei que faço parte de uma geração que aprendeu muito com a vida, tropeçando, porque antes era assim que se aprendia, ninguém ensinava a gente sobre nada, fomos aprendendo por nós mesmos, e vivi e contrui a minha história assim como muitos da minha epóca, se deu certo ou errado só o tempo vai dizer.
Quando eu citei a novela Vale Tudo eu queria usar como exemplo a história, e dizer que valores são os que nos levam a agir, a novela mostra nitidamente que a felicidade não está no dinheiro, ou em quão esperto você é em passar a perna em alguém, que apesar do tempo temos o dever de mostrar para nossos filhos e para nós mesmos de vez quando, que não perdemos a essência da infância, o que aprendemos com nossos pais. E mesmo em diferentes epócas uma brincadeira comum como jogar bola com o filho, ou brincar de comidinha com a filha pode ser muito interessante para descobrirmos o que realmente lhes faz feliz e o que querem para suas vidas e eles perceberem que valores a gente carrega para a vida inteira, independente do tempo, da epóca, da idade e das facilidades que a tecnologia trouxe, pensar...faz bem...muito bem ainda!