Powered By Blogger

Total de visualizações de página

terça-feira, 12 de julho de 2011

Casamento x Separação

Quando um casal se separa começa um grande conflito que parece interminável, as brigas que já eram constantes agora acontecem por pequenas bobagens, os gritos, as desconfianças, as cobranças, ainda provam que terminar um casamento não é coisa fácil e sempre resta algo a resolver, tudo se torna difícil e vai ter sempre um lado querendo ganhar seja do jeito que for ou o que for. Por mais que a separação seja por vezes definitiva quase sempre uma das partes ainda continua amando, tem sempre alguém que fica sofrendo mais e tem também aqueles que apesar de saberem que tudo acabou dificultam a separação para terem quem sabe uma segunda chance com o parceiro. Mas separação é complicado mesmo quando envolve filhos, muitas vezes na ânsia de fazer que o casamento não acabe ou que acabe de uma vez o casal acaba não percebendo que há outras pessoas envolvidas na relação e que elas também sofrem. Os filhos não podem fazer parte de uma briga que só existe entre o casal, os motivos e as razões só o casal sabe, os filhos devem ser preservados sempre, independente de como terminou a relação. Eu lembro de todas as vezes que meus pais se separaram, lembro das brigas, lembro das diversas mudanças que fizemos, lembro das lágrimas e de todo o sofrimento, das visitas periódicas do meu pai mas principalmente da hora em que ele ia embora. No casamento dos meus pais não havia confiança, uma coisa fundamental para que a relação deles desse certo, minha mãe sempre foi uma mulher explosiva e muito ciumenta, uma mulher que não perdoa um simples olhar, não perdoa o menor deslize, o que dificultou demais a harmonia no casamento. Ás vezes em determinado momento da vida precisamos fechar os olhos para algumas coisas, e isso serve tanto para a mulher como para o homem, no casamento então precisamos não apenas fechar os olhos algumas vezes como também controlar as palavras, os atos, os sentimentos negativos...Se o seu par está ali é porque quer, porque te ama, porque é com você que ele construiu a vida dele, se amanhã ou depois ele mudar de ideia, você perceberá, mas com certeza, não é quando ele olha uma mulher bonita na rua, ou elogia uma colega de trabalho. Muitas vezes confundimos excesso de trabalho, filhos, problemas, falta de diálogo com o parceiro e até falta de dinheiro com ''infelicidade'', nem sempre é assim, se você pensar um momento vai ver que são todos problemas solucionáveis e que a felicidade pode estar aonde você nem imagina, por exemplo, faltou grana pra ir á aquele restaurante bacana, leve as crianças pra casa da mãe, da sogra ou da irmã, e faça você mesma algo diferente, escolha um bom vinho, acenda velas, coloque uma música do início da relação, vista-se como se fosse ao tal restaurante e viva a sensação, deixe rolar, curta o momento, e você verá que a felicidade está ali, só está um pouco empoeirada e sem uso. Com o passar dos anos a tendência é nos acostumarmos com a rotina, com as questões em si, e esquecer o principal: - Como tudo começou. E tudo só começou porque você se apaixonou por alguém e esse alguém continua lá, com cabelo, talvez sem cabelo, magro ou com barriguinha saliente, isso é o menos importante, o importante mesmo é que ele ou ela continua ali, e mais importante ainda que continua do seu lado nos momentos bons e ruins. Então repense sua decisão sobre uma possível separação, lembre de tudo que já viveram juntos e o que ainda podem viver, pense em tudo, pense nos filhos, se agarre há alguma possibilidade para evitar o grande sofrimento de uma separação e só se separe se realmente não tiver encontrado nenhuma razão para continuar tentando. Casamento é difícil mesmo, existe o dia-a-dia, existem conflitos, alguns sonhos adiados, frustrações, mas em compensação existe a união, a cumplicidade, a exclusividade (adoro essa palavra), o amor...na maioria das vezes as pessoas só se casam quando encontram alguém para compartilhar sonhos, quando encontram o ser perfeito para se encaixar em sua vida e deveria ser sempre assim.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cirurgia Plástica: A busca incansável pela beleza, será que vale a pena?

Alguém reconhece esta mulher de biquini com essa barriguinha saliente, estrias e gorduras localizadas???


Preste mais atenção na foto! Reconheceu?? Se não reconheceu não tem problema eu posso te dizer quem é. A mulher da foto acima é a mesma da foto abaixo:

Ela é Cindy Crawford a top model americana mais bem paga do mundo deixando o posto apenas para Gisele Bündchen, ao qual é bem mais nova. Por causa da primeira foto Cindy foi crucificada por jornais e revistas do mundo todo por ter uma barriga tão ''feia'', sendo que é milionária. Vários cirurgiões plásticos ofereceram seus serviços ''gratuiatamente'', para que ela voltasse a ter o lindo abdomen que desfilou nas passarelas no auge de sua fama, vocês querem saber como Cindy se livrou deles? Ela disse: - Tenho mais com que me preocupar do que ficar numa sala de cirurgia reparando algo que não me causa problema algum,  não incomoda, além do mais não corro riscos desnecessários.
As mulheres ao longo dos anos se escravizam por conta do ícone da beleza suprema, e não poupam esforços para se manterem lindas e ''perfeitas'', como se isso fizesse o mundo girar.
Estou escrevendo sobre esse assunto por conta de uma grande amiga que tenho, uma pessoa maravilhosa em todos os sentidos, mas que me deixou um pouco aflita com a decisão de fazer Abdominoplastia, uma cirurgia complexa e com muito pontos negativos, sendo um deles a recuperação pós-cirúrgica, em que os médicos insistem em afirmar que não é tão incomoda assim e que é rápida...Tudo balela para vender cada vez mais cirurgias plásticas estéticas, algo caríssimo num país como o Brasil e pouco confiável, sendo que a maioria dos médicos que as fazem não tem especialização para tal, segundo dados do SPCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Chega ser de extrema negligência um ''médico'' indicar a cirurgia em uma paciente sedentária que tem como herança de uma primeira gravidez uma barriguinha saliente e alguns quilinhos extras, antes deve-se aconselhar essa paciente a tentar algo menos agressivo e claro exercícios físicos e reeducação alimentar, por que mesmo que ela faça a cirurgia, de forma alguma ela poderá ficar sem uma vida saudável.
A cirurgia plástica estética é muito delicada e tem várias fazes, preparação antes e pós cirurgica, e o resultado final você só conhecerá no final de 6 meses, o que também pode acontecer e de maneira muito melhor com uma mudança de hábitos físicos e alimentares. Os riscos que se corre para se ter um corpo valorizado geralmente por quem não tem coisas mais importantes para pensar, são enormes, além de o efeito não ser como esperado, porque cada pessoa é única, o que foi muito bem pra uma pode não ser para outra. As vezes a opinião alheia importa mais do que a nossa própria, o que não deveria acontecer. Eu fujo de gente fútil, fujo de esteriótipos sejam eles quais forem e não acho que uma mulher tenha que ser magra para ser linda, ou precise ser a beleza em pessoa para ser interessante. Antes do corpo há um cérebro e não vejo ninguém se preocupar com ele, não vejo as pessoas se preocupando em serem mais inteligentes ou entenderem mais o mundo ou as pessoas. Todas a pessoas que sacrificam seus corpos em cirurgias ou até mesmo em academias horas e horas, fazendo musculação para parecerem mais com umas pedras, do que com pessoas são geralmente pessoas vazias que gostam e procuram mostrar apenas o seu exterior e nada mais. Agora até homens estão colocando silicone no peito para terem um peitoral mais definido sem precisar de esforço físico, e não é apenas no peito é no glúteo também...a que ponto chegamos por uma busca incansável que em alguns anos será revelada pela gravidade, porque não tem jeito, um dia tudo começa a ser puxado por ela. E cada vez mais as pessoas estão encantadas com as cirurgias plásticas, e as mudanças que elas podem proporcionar em seus corpos. Eu não concordo com essa futilidade em torno do nosso bem mais precioso, e não só por que morro de medo do bisturi não! Não concordo porque as marcas que tenho no meu corpo, são dos meus filhos, da minha maturidade, das minhas experiências e da minha vida, não preciso de uma barriga sarada para me achar linda, gosto das curvinhas que ela faz quando bebo uma cervejinha, quando como um bolo delicioso, ou uma comida feita pela minha mãe, eu me importo muito mais com que eu tenho dentro da minha cabeça, com como sei levar uma conversa em qualquer situação, de como entendo de variados assuntos. Me preocupo em ser parceira do meu marido que não conquistei com o meu corpo e sim com a minha cabeça, ao longo dos anos também precisamos reciclar o cérebro e manter a conquista do casamento diariamente, o que não é nada fácil, por isso concordo com Cindy Crawford, eu tenho mais o que fazer...Quanto a minha amiga que sugeriu que escrevesse sobre cirurgia plástica tenho um recado que com o tempo de nossa amizade tenho liberdade para fazer: - Saia de casa, coloque um tênis confortável e caminhe ou corra pela rua, olhando o céu, respirando fundo, sinta a vida, coma menos, pense em outras coisas, ajude alguém, visite crianças com leucemia em hospitais, e você perceberá que a sua barriguinha não é ''feia'' e que você pode tranquilamente conviver com ela, mas mexa-se senão daqui a pouco nem a cirurgia plástica vai te salvar, você é linda, inteligente, e cheia de diversas qualidades, espero que não tenha te magoado com esse recado!










sábado, 2 de julho de 2011

Diferentes epócas

Eu sou uma pessoa que adora recordar...ás vezes fico nostalgica e me emociono quando lembro de algumas fases da minha vida ou momentos breves, e não preciso de muito para ficar assim... pode ser vendo um filme, uma propaganda antiga, uma música, até mesmo uma novela da década de 70 ou 80. As lembranças do passado sempre mexem de alguma forma com a gente, mas comigo é diferente eu fico a pensar horas naquele determinado momento...e revivo as sensações. Como sofro de insônia, encontrei na internet e na televisão a cabo uma maneira de me distrair até o sono chegar, algo não recomendável por especialistas, mas é assim que consigo ter meus momentos nostalgicos, sem a barulheira do dia-a-dia, já que tenho quatro crianças em casa, escuto músicas antigas, vejo filmes, e até assisto uma novela antiga que está passando em um canal fechado - Vale Tudo -  escrita por Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, com um elenco ímpar e uma trilha sonora fantástica, a trama se passa entre 1988 a 1989, e conta a história da ambiciosa Maria de Fátima (Glória Pires em sua mais gloriosa atuação) e Raquel (Regina Duarte), mãe e filha separadas por ideologias completamente diferentes em relação a vida, essa novela foi uns dos maiores sucessos da televisão brasileira da epóca, e rendeu muitos pontos de audiência a emissora por conta da morte de uma personagem perversa chamada Odete Roitman (Beatriz Segall), uma mulher rica e pedante, sem valor moral alguma e disposta a passar por cima de qualquer pessoa que atravessasse seu caminho.
Bem, mas o que quero falar nesse post é justamente sobre diferentes epócas, no ano dessa novela e em muitos anos antes os valores de caráter, mesmo em um país que atravessava uma ditadura horrorosa em que a falta de liberdade de expressão levava jovens a serem torturados por lutar por ela, as pessoas eram diferentes de hoje. Eu me lembro quando eu era criança de meu pais comentarem as notícias do Jornal Nacional ou do Jornal do Almoço (noticiário de Porto Alegre no horário do meio dia), discutirem sobre suas ideologias e discordarem em alguns momentos, lembro-me dos valores pregados por meu pai, criança devia ser criança, tinhamos que trabalhar para ter dinheiro mas não virar escravo dele, ter um punhado de amigos bons, cultivar a paz e o amor, mas principlamente viver de maneira que fossemos felizes de qualquer jeito, porque nossas escolhas fazem parte do resto de nossas vidas. Quando eu era criança eu não tinha noção de nada, eu não sabia como era a vida depois de adulta, eu não sabia como era criar filhos, trabalhar para se manter, mas de uma coisa eu sabia, eu queria ser feliz fosse do jeito que fosse. Claro que a medida em que fui crescendo fui descobrindo que não é tão fácil, e que há sempre pedras no caminho, mas em um determinado momento eu olhei para tráz e recordei as palavras do meu pai e percebi que que eu a minha infância eu vivi todinha, as brincadeiras, andar de bicicleta, brincar de esconde-esconde, jogando taco com os amigos, e também  fui uma adolescente inteira, cheia de duvidas,curtindo meus momentos, os filmes, os amores, as festinhas de garagem com músicas boas ou não tão boas. O tempo passou mas percebo claramente que as crianças de hoje não terão essa oportunidade, é tudo muito rápido, e eles não tem tempo hábil para aproveitar devidamente, os adolescentes não sabem esperar, nunca souberam, mas antes pelo escutavam os sermões aplicado pelos pais...e é impressionante mas mesmo com toda a facilidade que se apresenta hoje em dia, sei que faço parte de uma geração que aprendeu muito com a vida, tropeçando, porque antes era assim que se aprendia, ninguém ensinava a gente sobre nada, fomos aprendendo por nós mesmos, e vivi e contrui a minha história assim como muitos da minha epóca, se deu certo ou errado só o tempo vai dizer.
Quando eu citei a novela Vale Tudo eu queria usar como exemplo a história, e dizer que valores são os que nos levam a agir, a novela mostra nitidamente que a felicidade não está no dinheiro, ou em quão esperto você é em passar a perna em alguém, que apesar do tempo temos o dever de mostrar para nossos filhos e para nós mesmos de vez quando, que não perdemos a essência da infância, o que aprendemos com nossos pais. E mesmo em diferentes epócas uma brincadeira comum como jogar bola com o filho, ou brincar de comidinha com a filha pode ser muito interessante para descobrirmos o que realmente lhes faz feliz e o que querem para suas vidas e eles perceberem que valores a gente carrega para a vida inteira, independente do tempo, da epóca, da idade e das facilidades que a tecnologia trouxe, pensar...faz bem...muito bem ainda!

domingo, 26 de junho de 2011

Decepções...

Outro dia conversava com uma amiga pelo msn e disse a ela que precisávamos marcar um outro encontro divertido igual o que haviamos feito em minha casa a uns meses atrás, ela prontamente me disse que sim, mas em seguida me disse algo que me deixou bastante comovida: - Sabe Karla, eu sou bem reservada com minhas amizades, mas tenho tido muitas decepções com amigos e realmente espero que nos encontremos mais vezes, porque gosto muito da tua familia. Num primeiro momento eu fiquei feliz que ela gostasse da bagunça da minha familia, em geral de estar com nós, mas depois fiquei impressionada da forma como ela colocou essas palavras...digna de uma pessoa que já está cansada de se enganar, de um ser humano decepcionado.
Decepção...essa palavra é muito forte, mas mais forte do que a palavra é o sentido que ela tem e a forma como ela se apresenta a nós. A maior decepção que uma pessoa pode ter é de uma outra pessoa, acreditar em alguém em que achamos ser um amigo, confiar, revelar particularidades, fazer pequenos favores, porque quando acreditamos em alguém queremos mostrar que somos confiáveis também...eu não sou do tipo de pessoa que fica controlando o que fala e desconfiando de todo mundo, mas já tive diversos motivos pra isso, o problema é que nem todas as pessoas são iguais a mim, e geralmente pessoas muito sensíveis tendem a sofrerem mais com desilusões o que acaba causando um tremendo trauma psicológico.
Eu como muitas das pessoas que conheço, ODEIO gente falsa, gente que se aproxima dos outros por interesse, por inveja, ou por qualquer outro sentimento torpe, e o que de pior que a falsidade pode fazer é deixar uma pessoa de sentimentos nobres com uma enorme mancha negra no coração e na cabeça, manchas que não se apagam, que a deixam de sobreaviso constante, com medo de se entregar a um simples momento. Eu não costumo perdoar esse tipo de traição...já perdoei, e sei que se a pessoa não é confiável, nunca será e quem deve mudar é você, mas não com todo mundo e sim com quem lhe fizer o mal. Parece difícil de acreditar mas pessoas boas são a grande maioria, o problema é que alguns bons ficam de braços cruzados deixando a maldade acontecer. Quanto a minha amiga quando ela ler esse post vai imediatamente saber que estou falando dela, e gostaria de dizer que: - Sim, você pode confiar em mim, sou sua amiga pro que der e vier e sou feliz por ter uma pessoa assim ao meu lado, que goste de mim e de minha familia, que esse sentimento é recíproco e que se depender de mim esse nó de amizade não se desata nunca mais!
E eu discordo que temos que ser precavidos quanto aos sentimentos, ficar de pé atrás com quem não conhecemos e até com quem conhecemos, temos que nos entregar sempre, viver de verdade, independente do que venha acontecer, os sentimentos devem ser aflorados, não vamos viver eternamente e se der errado nunca seremos nós os perdedores e sim os que nos fizerem mal, perderão o que poderia ter sido um grande amigo. De uns tempo pra cá parece ser feio amar, demonstrar afeto, ser amigo, confiar, acreditar, isso não é e nunca foi feio. Feio é enganar, magoar, trair, mentir, fingir e machucar pessoas com o coração aberto para compartilhar amor.